Se você não quer
Então por que faz?
Se acha ruim
Por que está sorrindo?
Motivos fúteis
Não colam mais
Não tente fingir que está tudo bem
O que vai fazer
Quando a porta bater
Atrás de você
Outro dia igual*...
Dead Fish - Canção Menor
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O rei mendigo, o gênio burro.
Fuço o lixo de minhas memórias, encontro apenas restos, tudo danificado, nenhuma delas esta inteira, algumas são tão bonitas, mas faltam pedaços, e estão sujas, tento limpar um fragmento de boa lembrança, corto meu dedo e xingo, jogo-o na parede e peço que o diabo o leve consigo.
A dor é boa, prova pra mim que ainda estou vivo, ver o sangue vermelho quente, é o mais próximo que chego das cores em meu mundo cinza, o sangue borra as folhas em que escrevo minhas lamurias, meu sangue tem cheiro de fuligem, as pessoas passam ao redor, e o que pra elas é abominável, para mim parece lindo.
O texto manchado de sangue na folha é feio, burro, ortografia ridícula, formatação sem pé nem cabeça, mas é real, traz alivio pra dor e luz temporária a escuridão, é o ombro amigo que não encontro em formas vivas e me ajuda, meu querido e burro pedaço de papel, meu grito que não ecoa.
O relógio aponta 00:00 mais um dia de derrota vencido, o céu é negro, a sujeira dessa maldita cidade esconde as estrelas, me indago, quando vou escrever algo bonito, que possa ser dividido e faça bem aos demais, minhas palavras não tem estrelas, só essa lua magra, que parece estar caindo.
Talvez se eu pudesse correr no campo, ou molhar os pés no mar, ou viver entre os animais, talvez se eu pudesse fugir dessa futilidade, e se todas as tvs não sintonizassem feito a minha, ai talvez eu pudesse escrever sobre coisas bonitas e que fizessem olhos brilharem e bocas sorrirem
Escreveria:
Sobre as flores
Sobre os pássaros
Sobre amores
Sobre abraços
Sobre luz
Sobre paz
Mas continuo aqui, escrevendo:
Sobre porres
Sobre mulheres loucas
Sobre fodas vazias
Sobre dor
Sobre o gosto amargo
Sobre deuses mortos
E tento queimar as latas de lixo das minhas lembranças, enquanto a musica pesada que vaza dos fones soca o ar com raiva, enquanto a insônia consome minha lucidez e as noites se arrastam como se não houvesse um fim, e eu juro pelos diabos, que um dia as paginas não terão sangue, e belas palavras vão iluminar outras vidas.
Pablo Henrique
A dor é boa, prova pra mim que ainda estou vivo, ver o sangue vermelho quente, é o mais próximo que chego das cores em meu mundo cinza, o sangue borra as folhas em que escrevo minhas lamurias, meu sangue tem cheiro de fuligem, as pessoas passam ao redor, e o que pra elas é abominável, para mim parece lindo.
O texto manchado de sangue na folha é feio, burro, ortografia ridícula, formatação sem pé nem cabeça, mas é real, traz alivio pra dor e luz temporária a escuridão, é o ombro amigo que não encontro em formas vivas e me ajuda, meu querido e burro pedaço de papel, meu grito que não ecoa.
O relógio aponta 00:00 mais um dia de derrota vencido, o céu é negro, a sujeira dessa maldita cidade esconde as estrelas, me indago, quando vou escrever algo bonito, que possa ser dividido e faça bem aos demais, minhas palavras não tem estrelas, só essa lua magra, que parece estar caindo.
Talvez se eu pudesse correr no campo, ou molhar os pés no mar, ou viver entre os animais, talvez se eu pudesse fugir dessa futilidade, e se todas as tvs não sintonizassem feito a minha, ai talvez eu pudesse escrever sobre coisas bonitas e que fizessem olhos brilharem e bocas sorrirem
Escreveria:
Sobre as flores
Sobre os pássaros
Sobre amores
Sobre abraços
Sobre luz
Sobre paz
Mas continuo aqui, escrevendo:
Sobre porres
Sobre mulheres loucas
Sobre fodas vazias
Sobre dor
Sobre o gosto amargo
Sobre deuses mortos
E tento queimar as latas de lixo das minhas lembranças, enquanto a musica pesada que vaza dos fones soca o ar com raiva, enquanto a insônia consome minha lucidez e as noites se arrastam como se não houvesse um fim, e eu juro pelos diabos, que um dia as paginas não terão sangue, e belas palavras vão iluminar outras vidas.
Pablo Henrique
domingo, 2 de janeiro de 2011
Quando vou-a uma mariposa. (Post updated)
Quem foi embora? lembre-se que por mais presos as prisões psicológicas os humanos ainda tem seu 'movimento de vida' eles estão sempre indo e vindo...
E isto tem um aspecto importante, eles morrem e ainda que morram você não pode fazer nada.
Ainda que queira morrer junto com eles, você não terá a mesma experiência após ter morrido.
Quando eles vão embora, seja mudando de cidade, seja morrendo ou apenas 'esquecendo de você' seja gentil e entenda que eles já podem estar levando algo positivo dentro deles que você tenha proporcionado mesmo você não percebendo.
Ás vezes o que pode parecer tão pequeno e simples para você, pode afetá-los de uma maneira tão diferente que sua percepção não enxerga, seja qual for essa ação e é aí que eles voam* e você não se dar conta do que foi levado.
Se você proporcionou boas experiências nas mentes deles, certamente serão muito úteis quando eles estiverem na porta final do bardo da vida.
Eles também podem ter recebido ensinamentos muito positivos sobre como viveram uma vida mais significativa e feliz, e não estão te menosprezando apesar de parecer, apenas estão fazendo o que acreditam ser o melhor para eles.
Se você ofereceu ensinamentos e se disponibilizou de lhes dar o que tem de melhor, deixe que estes humanos sejam felizes e faça desejos para que eles possam transmitir da mesma forma coisas boas para outros seres.
E lembre-se também, que mesmo na maioria das vezes não sendo humanos livres a essência do ser - humano é de ser livre!
É realmente bom de se pensar que em um breve momento você deixou alguém mais feliz, passado isso...
Viva sua vida, pois a vida não é como no teatro...
Só se vive uma vez, você jamais terá a oportunidade de viver este momento nem todos os outros seguintes...
Então é melhor levar uma vida boa com mais otimismo para os próximos momentos que há de vim...
Pois como diz em uma canção: 'A vida ensinou que é tão simples ser feliz.
Basta aceitar que ela é como é
E que às vezes batemos o nosso nariz...'
Desejo a todos nós um feliz 2011 com força, paz e saúde, e que o resto possamos voar atrás. = )
E isto tem um aspecto importante, eles morrem e ainda que morram você não pode fazer nada.
Ainda que queira morrer junto com eles, você não terá a mesma experiência após ter morrido.
Quando eles vão embora, seja mudando de cidade, seja morrendo ou apenas 'esquecendo de você' seja gentil e entenda que eles já podem estar levando algo positivo dentro deles que você tenha proporcionado mesmo você não percebendo.
Ás vezes o que pode parecer tão pequeno e simples para você, pode afetá-los de uma maneira tão diferente que sua percepção não enxerga, seja qual for essa ação e é aí que eles voam* e você não se dar conta do que foi levado.
Se você proporcionou boas experiências nas mentes deles, certamente serão muito úteis quando eles estiverem na porta final do bardo da vida.
Eles também podem ter recebido ensinamentos muito positivos sobre como viveram uma vida mais significativa e feliz, e não estão te menosprezando apesar de parecer, apenas estão fazendo o que acreditam ser o melhor para eles.
Se você ofereceu ensinamentos e se disponibilizou de lhes dar o que tem de melhor, deixe que estes humanos sejam felizes e faça desejos para que eles possam transmitir da mesma forma coisas boas para outros seres.
E lembre-se também, que mesmo na maioria das vezes não sendo humanos livres a essência do ser - humano é de ser livre!
É realmente bom de se pensar que em um breve momento você deixou alguém mais feliz, passado isso...
Viva sua vida, pois a vida não é como no teatro...
Só se vive uma vez, você jamais terá a oportunidade de viver este momento nem todos os outros seguintes...
Então é melhor levar uma vida boa com mais otimismo para os próximos momentos que há de vim...
Pois como diz em uma canção: 'A vida ensinou que é tão simples ser feliz.
Basta aceitar que ela é como é
E que às vezes batemos o nosso nariz...'
Desejo a todos nós um feliz 2011 com força, paz e saúde, e que o resto possamos voar atrás. = )
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
O alquimista. (Sobre a LIBERDADE e todas as outras coisas...)
É engraçado como a vida nos prega peças, não?
Muitas vezes procuramos por algo que está bem á nossa frente, bem em baixo dos nossos narizes...
Mas mesmo assim preferimos dar a meia volta e marcha para longe... Por trilhas vulgares que em muitas vezes não nos levará á lugar algum...
Corriqueiramente nos pegamos culpando os outros por nossos enganos, quero dizer isso torna-se tão normal que se quer nos damos conta de quando agimos assim.
Vivemos em média agarrados as nossas lembranças, as verdades que foram embora e as promessas que se quebraram, nunca nos contentamos com o que nós possuímos, queremos sempre mais, como se já não bastasse o 'dia das mães', 'dia dos namorados*', 'dia dos pais', 'dia das crianças' o NATAL! entre outros...
Para cada coisa há um dia, e o significado acaba sendo sempre o menos importante no final, e o comercio totalitário e egocêntrico sempre acaba com toda a notoriedade da coisa.
Há mães e pais levando os filhos á escola todos os dias, há namorados andando no parque e trocando carícias todos os dias, há crianças brincando e sorrindo todos os dias, Jesus nasce no coração de cada um a cada instante que se passa...
Não precisamos disso, mas usamos isso como um álibi* para sempre termos MAIS e MAIS...
Não sei onde iremos chegar com tudo isso... com toda essa ganância que nos move e move o mundo onde vivemos...
O álcool, cigarros, o dinheiro, aparência, a televisão e a internet, a religião e o futebol, guerras! e todo tipo de merda para lhe manter exatamente onde querem...
Bem distante do que você realmente é!
Como conseguiremos encontrar a cura, a felicidade o amor e a LIBERDADE longe de nós quando nem se quer nos damos conta de como isso está tão próximo de nós?
Parece complicado não é? Mas não é...
Comum do ser-humano sempre complicar a situação em que se vive.
Para encontrarmos o que realmente queremos devemos primeiramente saber o que há de melhor dentro e próximo de nós, só assim para alçar voo para um caminho onde conseguiremos o que está longe do nosso alcançe.
'A verdadeira LIBERDADE é a capacidade de agir guiado pelo coração, e não compelido por desejos e hábitos.'
Muitas vezes procuramos por algo que está bem á nossa frente, bem em baixo dos nossos narizes...
Mas mesmo assim preferimos dar a meia volta e marcha para longe... Por trilhas vulgares que em muitas vezes não nos levará á lugar algum...
Corriqueiramente nos pegamos culpando os outros por nossos enganos, quero dizer isso torna-se tão normal que se quer nos damos conta de quando agimos assim.
Vivemos em média agarrados as nossas lembranças, as verdades que foram embora e as promessas que se quebraram, nunca nos contentamos com o que nós possuímos, queremos sempre mais, como se já não bastasse o 'dia das mães', 'dia dos namorados*', 'dia dos pais', 'dia das crianças' o NATAL! entre outros...
Para cada coisa há um dia, e o significado acaba sendo sempre o menos importante no final, e o comercio totalitário e egocêntrico sempre acaba com toda a notoriedade da coisa.
Há mães e pais levando os filhos á escola todos os dias, há namorados andando no parque e trocando carícias todos os dias, há crianças brincando e sorrindo todos os dias, Jesus nasce no coração de cada um a cada instante que se passa...
Não precisamos disso, mas usamos isso como um álibi* para sempre termos MAIS e MAIS...
Não sei onde iremos chegar com tudo isso... com toda essa ganância que nos move e move o mundo onde vivemos...
O álcool, cigarros, o dinheiro, aparência, a televisão e a internet, a religião e o futebol, guerras! e todo tipo de merda para lhe manter exatamente onde querem...
Bem distante do que você realmente é!
Como conseguiremos encontrar a cura, a felicidade o amor e a LIBERDADE longe de nós quando nem se quer nos damos conta de como isso está tão próximo de nós?
Parece complicado não é? Mas não é...
Comum do ser-humano sempre complicar a situação em que se vive.
Para encontrarmos o que realmente queremos devemos primeiramente saber o que há de melhor dentro e próximo de nós, só assim para alçar voo para um caminho onde conseguiremos o que está longe do nosso alcançe.
'A verdadeira LIBERDADE é a capacidade de agir guiado pelo coração, e não compelido por desejos e hábitos.'
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
The smile of each morning.
Alvora, e mais um dia insiste em me acordar.
Para quê? para escutar os mesmos clichês de sempre talvez...
Saio na rua e antes mesmo de dobrar a esquina já tem alguém tentando me vender alguma coisa, seja um empréstimo consignado, cartões de créditos ou de qualquer outra loja, cursos, tratamentos odontológicos, vejo anúncios em parabrisa de carro, recebo panfletos e um deles traz o seguinte "JOGA-SE BÚZIOS, TRAGO A PESSOA AMADA EM ATÉ 7 DIAS" e qualquer outra merda!
Sempre tem alguém tentando nós comprar, sempre tem alguém tentando vender a resolução dos nossos problemas já percebeu isso? eu já...
Nas ruas da cidade há o mesmo caos de sempre você sabe, barulho, carro, poluição, engarrafamento!
Sem contar essa tal guerra urbana que parece crescer a cada dia que se passa, pessoas correm amedrontadas das grandes balas de ferro, o noticiário relata que já vencemos mas eu acho que não há vitórias em provocar a dor, talvez sim em evitá-las...
E não diga que isso acontece só aqui, pois em todos os lugares está assim... Acho que estamos em uma verdadeira guerra talvez, onde nunca haverá vencedores.
É engraçado como as pessoas estão sempre com pressa, correndo e tão alvoroçadas, vão indo e vindo mas nunca ficam em algum lugar, sempre querem chegar em algum lugar, talvez seja por isso que muita gente nessa vida nunca chega há lugar algum.
O cheiro de cigarro paira no ar, cheiro de merda e mijo nas principais vias da metrópole, há poluição em todos os lugares, nuvem no céu, mesmo estando tão acima não fica impune disso aqui.
Podridão...
Falta emprego aqui, isso vai faltar sempre...
Falta comida aqui e até mesmo água, falta afeto* grande corporação, pequena corporação.
ATRAÇÃO, BEIJO AMOR...
Falta até as chamadas "boas maneiras" um "bom dia", "obrigado", "como você está?" isso também vai faltar sempre...
Sempre tem alguém tentando nós comprar ou tentando nós vender, sempre vai ter...
Mas nunca existe um rosto...
A placa de aluga-se, procura-se, vende-se na esquina.
Tudo cresce mesmo amontoando, a árvore poderia crescer ali, se ali fosse gramado, não cresce!
Cresce concreto invés disso, escorre feito lama, por tudo quanto é canto.
Cinza para tudo quanto é lado, asfalto, concreto, plástico, metal, rostos enrugados, ninguém sorrindo, todos preocupados e correndo para algum lugar, todos querendo chegar em algum lugar, mas nunca chegam...
Um desespero de leve de pensar nisso tudo e não ter para onde fugir porque só existe esse mundo aqui...
É... quase não dá pra ver beleza no meio de tudo isso.
Quase... = )
Para quê? para escutar os mesmos clichês de sempre talvez...
Saio na rua e antes mesmo de dobrar a esquina já tem alguém tentando me vender alguma coisa, seja um empréstimo consignado, cartões de créditos ou de qualquer outra loja, cursos, tratamentos odontológicos, vejo anúncios em parabrisa de carro, recebo panfletos e um deles traz o seguinte "JOGA-SE BÚZIOS, TRAGO A PESSOA AMADA EM ATÉ 7 DIAS" e qualquer outra merda!
Sempre tem alguém tentando nós comprar, sempre tem alguém tentando vender a resolução dos nossos problemas já percebeu isso? eu já...
Nas ruas da cidade há o mesmo caos de sempre você sabe, barulho, carro, poluição, engarrafamento!
Sem contar essa tal guerra urbana que parece crescer a cada dia que se passa, pessoas correm amedrontadas das grandes balas de ferro, o noticiário relata que já vencemos mas eu acho que não há vitórias em provocar a dor, talvez sim em evitá-las...
E não diga que isso acontece só aqui, pois em todos os lugares está assim... Acho que estamos em uma verdadeira guerra talvez, onde nunca haverá vencedores.
É engraçado como as pessoas estão sempre com pressa, correndo e tão alvoroçadas, vão indo e vindo mas nunca ficam em algum lugar, sempre querem chegar em algum lugar, talvez seja por isso que muita gente nessa vida nunca chega há lugar algum.
O cheiro de cigarro paira no ar, cheiro de merda e mijo nas principais vias da metrópole, há poluição em todos os lugares, nuvem no céu, mesmo estando tão acima não fica impune disso aqui.
Podridão...
Falta emprego aqui, isso vai faltar sempre...
Falta comida aqui e até mesmo água, falta afeto* grande corporação, pequena corporação.
ATRAÇÃO, BEIJO AMOR...
Falta até as chamadas "boas maneiras" um "bom dia", "obrigado", "como você está?" isso também vai faltar sempre...
Sempre tem alguém tentando nós comprar ou tentando nós vender, sempre vai ter...
Mas nunca existe um rosto...
A placa de aluga-se, procura-se, vende-se na esquina.
Tudo cresce mesmo amontoando, a árvore poderia crescer ali, se ali fosse gramado, não cresce!
Cresce concreto invés disso, escorre feito lama, por tudo quanto é canto.
Cinza para tudo quanto é lado, asfalto, concreto, plástico, metal, rostos enrugados, ninguém sorrindo, todos preocupados e correndo para algum lugar, todos querendo chegar em algum lugar, mas nunca chegam...
Um desespero de leve de pensar nisso tudo e não ter para onde fugir porque só existe esse mundo aqui...
É... quase não dá pra ver beleza no meio de tudo isso.
Quase... = )
domingo, 14 de novembro de 2010
Deslocado
regular, regular, regular.
Hoje minha cama permaneceu na bagunça desde cedo.
É como se não tivesse nascido o sol aqui, para mim.

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l i b e r t a ç ã o i n c ó g n i t a ?
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Insônia
Insônia é como conhecer o inferno em vida, rolando na cama, durante toda a noite, os minutos se arrastam, eu posso sentir eles se afastando lentamente, mil e um pensamentos invadem a cabeça, giro para a direita, tento a esquerda, ou ficar de barriga para cima, nada adianta, fecho os olhos, mais pensamentos, tento me desviar deles, mas não posso, é uma tortura, parece que nunca vai haver fim, no silencio da noite tudo fica vazio, eu não quero me enterrar nesses pensamentos, eles me deprimem, fazem a sensação de agulhas no estômago ficar mais forte, aquele gelo no peito, eu só quero sono, é pedir demais? Me de um pouco desse trago de morte, sem sonhos, não gosto de sonhos, dormir é como experimentar a morte, assim ela é, apenas sono eterno, sabe quando se dorme e não tem sonhos? Apenas aquele vazio, negro, que se estende pelo tempo, paz absoluta, os sonhos, são apenas um aviso da vida, nos dizendo que ainda não morremos, e vamos ter que levantar em breve, pra provar do amargo pão que ela tem a nos oferecer, por vezes os sonhos nos mostram coisas que temos sendo destruídas, outras vezes coisas que queremos muito e provavelmente nunca vamos ter, e também, coisas que perdemos e nunca vão voltar, por isso eu os odeio, eles tiram de mim a chance de provar da morte, de toda aquela paz, do nada, do escuro absoluto, é tão fácil, morrer é tão fácil, difícil mesmo é viver.
Quando o sono vem já é tarde demais, pois já amanheceu outro dia, ele esta lá fora, faminto, ansioso pra tentar nos devorar, e nós vamos baleando um dia atrás do outro na cabeça, assim como o buk fazia, mas é uma luta injusta, um dia ele vai nos pegar, e nós sabemos disso. A sonolência me acompanha durante todo o dia, ironia, mas o que se pode fazer? As marcas no rosto demonstram as noites mal dormidas, movimentos lentos, às palavras falham, a sensação de agulhas continua, mas essa nada tem haver com a insônia, sinto saudade do tempo das borboletas no estomago, hoje as coisas estão piores, horário de almoço, a comida parece serragem caindo bruta e lentamente pela faringe, a epiglote me trai por um minuto e o alimento se desvia para a laringe, perco o ar, praguejo, blasfemo, tudo parece dar errado, e eu só queria dormir por alguns anos, dormir sem parar, sem nenhum sonho, assim como sou, sem sonhos acordado, e muito menos dormindo. Abrir mão do mundo, e das pessoas que tanto me machucam. Hora de ir embora, a sonolência me segue durante todo o final do dia, mas como por mágica, ela some com o chegar da noite, e mais uma vez, o inferno se repete, insônia, agulhas no estômago. E eu tento escrever um texto idiota qualquer a fim de matar o maldito tempo.
Pablo Henrique
Quando o sono vem já é tarde demais, pois já amanheceu outro dia, ele esta lá fora, faminto, ansioso pra tentar nos devorar, e nós vamos baleando um dia atrás do outro na cabeça, assim como o buk fazia, mas é uma luta injusta, um dia ele vai nos pegar, e nós sabemos disso. A sonolência me acompanha durante todo o dia, ironia, mas o que se pode fazer? As marcas no rosto demonstram as noites mal dormidas, movimentos lentos, às palavras falham, a sensação de agulhas continua, mas essa nada tem haver com a insônia, sinto saudade do tempo das borboletas no estomago, hoje as coisas estão piores, horário de almoço, a comida parece serragem caindo bruta e lentamente pela faringe, a epiglote me trai por um minuto e o alimento se desvia para a laringe, perco o ar, praguejo, blasfemo, tudo parece dar errado, e eu só queria dormir por alguns anos, dormir sem parar, sem nenhum sonho, assim como sou, sem sonhos acordado, e muito menos dormindo. Abrir mão do mundo, e das pessoas que tanto me machucam. Hora de ir embora, a sonolência me segue durante todo o final do dia, mas como por mágica, ela some com o chegar da noite, e mais uma vez, o inferno se repete, insônia, agulhas no estômago. E eu tento escrever um texto idiota qualquer a fim de matar o maldito tempo.
Pablo Henrique
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